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  Avaliações de BapGabriel
13 avaliações.



Charuto Toscano Toscanello Nero (Chocolate)
Nota: 10.00

Charuto Toscano Toscanello Nero (Chocolate)
O que esperar de um charuto de R$20? O que esperar de uma produção em grande escala, feita em volume? No caso do Toscanello Nero Cioccolato, nada menos que algo excepcional. Charutos são, acima de tudo, sobre experiências. De que adianta começar com algo extremamente complexo, refinado e cheio de nuances, quando às vezes tudo o que se quer é simplesmente aproveitar o momento? Um café da tarde, uma sobremesa após o almoço ou até aquela saideira no bar com os amigos. Esse é o tipo de charuto que desperta curiosidade em qualquer ambiente. É o charuto sobre o qual pessoas que nunca fumaram, fumantes experientes e até ex-fumantes perguntam: “o que você está fumando?” Já tive amigos que nunca haviam experimentado um charuto pedindo para provar este. Minha única mágoa é o fato de ele não ser vendido em caixas maiores — apenas nas tradicionais petacas. A experiência é extremamente consistente: queima regular, fumaça cremosa e um perfil aromático muito bem construído. O chocolate vindo da capa não domina necessariamente a fumada, mas aparece de forma marcante no retrogosto e principalmente na expiração. O tabaco entrega notas defumadas e equilibradas, enquanto a finalização doce remete quase àquela massa de bolo de chocolate caseiro ainda crua. E não se engane: apesar da proposta acessível e descontraída, trata-se de um charuto de respeito, com personalidade própria e uma experiência verdadeiramente singular. É um produto democrático — tanto para apreciadores experientes quanto para entusiastas ocasionais. Uma grande vantagem da linha Toscano é o processo de "cura em fogo", que torna esses charutos menos exigentes em manutenção e armazenamento. Por isso, quase sempre tenho um case com uma ou duas petacas para levar em viagens, encontros com amigos . Nota: 10.00

Charuto Nub Maduro 460
O Nub Maduro foi uma surpresa extremamente positiva. Sempre gostei do tamanho da vitola pela praticidade da proposta. Existe algo muito convidativo na ideia de uma sessão mais compacta, mas sem abrir mão de intensidade e profundidade de sabor. Sendo um charuto com miolo e capote nicaraguenses, já esperava encontrar aquela presença clássica de pimenta. No entanto, me deparei com uma experiência muito mais equilibrada do que imaginava. Foi o charuto perfeito para aqueles dias longos que terminam diante de um café, quando tudo o que você quer é aproveitar um pouco mais o momento antes que ele acabe. A experiência técnica foi impecável: queima regular, fluxo excelente — exatamente como gosto. Daquele tipo que preenche completamente a boca sem economizar sabor. Do início ao fim, o perfil permaneceu consistente, trazendo notas de madeira, terra molhada, café e chocolate. Existe uma doçura sutil presente durante toda a fumada, mas o tabaco nunca perde protagonismo, permanecendo firme e muito bem definido no paladar. Fui extremamente feliz ao escolher um café expresso para harmonizar. Sem dúvida, as duas experiências se complementaram de forma quase natural, como se tivessem sido pensadas uma para a outra. E talvez seja justamente por isso que faltam palavras para descrevê-lo. Porque, no fim das contas, todos conhecemos essa sensação: um bom doce acompanhado de um bom café. Fico imaginando como esses sabores se comportariam em uma vitola maior, com mais espaço para evolução. Mas talvez esse seja exatamente o ponto da proposta. Assim como acontece com uma boa sobremesa, é nas experiências na medida certa que muitas vezes encontramos o verdadeiro equilíbrio entre intensidade, riqueza e prazer. Nota: 10.00

Charuto Grand Amazonia Tacape Mirim Ubá AMF
Grand Amazon Tacape Mirim Uba merece facilmente uma nota 9. Para mim, uma nota dessa magnitude representa algo excepcional — e deixo de dar 10 apenas pelo desejo de que fosse uma vitola maior. É um charuto que preenche a boca com uma fumaça densa e cremosa, entregando um perfil de sabor singular. Não há grandes mudanças aromáticas ao longo da fumada, mas sim uma modulação de intensidade muito bem construída conforme os terços evoluem. Sua capa clara e rústica já antecipa uma experiência diferente do convencional. O perfil sensorial é refrescante, terroso e levemente frutado, acompanhado por nuances amadeiradas extremamente agradáveis. A partir do segundo terço, surge uma característica umami que, honestamente, nunca experimentei em outro charuto. Uma experiência única até o momento. É um charuto que harmoniza perfeitamente com bons drinks — especialmente um Whisky Sour, um Dry Martini ou até mesmo uma boa Catarina Sour, cuja acidez conversa muito bem com o perfil vegetal e terroso da fumada. Definitivamente, é um charuto que nunca deixarei faltar no meu humidor. Recomendo sem hesitação. Nota: 9.00

Charuto Leite & Alves Quadrado Arapiraca
O Leite e Alves Quadrado Arapiraca merece tranquilamente uma nota 8. Dentro desta faixa de preço, isso representa o ápice da categoria. É aquele tipo de charuto que nunca faltará no repertório do apreciador — da mesma forma que uma grande destilaria, mesmo conhecida por rótulos complexos, mantém também seu produto comercial de ampla popularidade. A experiência foi excelente: queima regular, fumaça fria — favorecida principalmente pelo formato quadrado — e um fluxo entre médio e restrito. Apesar de não entregar uma fumaça que preencha completamente a boca, sabor definitivamente não falta. O perfil evolui de maneira muito agradável do primeiro para o segundo terço. No início, apresenta um tabaco amadeirado com leve dulçor natural, quase melado. Conforme a fumada avança, surgem notas muito bem definidas de cacau e café, sempre equilibradas, sem intensidade agressiva ou qualquer aspereza no paladar. Minha recomendação é simples: compre três. Compartilhe um, fume um e guarde outro. É o tipo de charuto perfeito para aqueles dias em que se quer fumar sem compromisso com complexidade extrema — apenas conforto, tradição e uma experiência redonda, sem grandes surpresas, mas exatamente na medida certa. Nota: 8.00

Charuto Alec Bradley Project 40 Robusto
O Alec Bradley Project 40 Robusto está praticamente esgotado nos principais sites brasileiros. Encontrei um exemplar em um empório da cidade por uma faixa de preço um pouco mais elevada (04/2026), mas definitivamente não me decepcionei. Foi um dos meus primeiros charutos — e também um dos primeiros grandes acertos. A vitola não assusta e, mesmo sendo um robusto, entregou uma sessão extremamente agradável de cerca de 40 minutos. Eu estava jogando poker com amigos, harmonizando com um Black Negroni, sem imaginar que o acaso havia criado uma combinação praticamente perfeita. A experiência foi muito consistente: queima uniforme, fumaça leve, porém volumosa, preenchendo bem a boca sem se tornar pesada. O perfil aromático remete a doces finos, daqueles com amêndoas, especiarias e um toque sutil de noz-moscada. O tabaco é leve e acessível. Cometi o erro de compará-lo, naquele momento, a um Marlboro Gold — não pelo sabor em si, mas pela facilidade da fumada: simples, descomplicada e extremamente confortável, porém ainda carregada de personalidade. É um charuto que combina muito bem com drinks clássicos à base de whisky, bitter ou rum. Existe algo nele que lembra uma sobremesa equilibrada acompanhada de um bom café passado na hora — quase como uma fatia de torta após o jantar. Recomendo fortemente. Se encontrar, compre três: fume um, compartilhe outro e guarde o último. Porque charutos são experiências — e experiências boas merecem ser compartilhadas Nota: 8.00

Charuto Joya de Nicaragua Cabinetta Robusto
É interessante perceber como a proposta de alguns charutos consegue ser traduzida não apenas em notas e sabores, mas também em sensações. O Joya de Nicaragua Cabinetta apresentou queima regular, construção impecável, fumaça cremosa que preenche a boca e um fluxo satisfatório, embora eu gostasse que fosse um pouco mais solto. Ao longo da fumada encontrei notas de nozes tostadas, pão levemente torrado e madeira recém-cortada. Existe um tom de sofisticação que toma conta do paladar, remetendo à secura elegante de um vinho branco. Fui muito feliz na escolha da harmonização. O café complementou perfeitamente a experiência, e consigo facilmente imaginar este charuto acompanhado de uma boa sobremesa ou de um doce simples ao final da tarde. A picância existe, mas aparece de forma discreta e educada, sem roubar a cena. É um charuto suave, elegante e muito equilibrado. Gostei bastante da experiência e o vejo como um verdadeiro "must have" no humidor. Uma fumada redonda, acessível e sem excessos, daquelas que não exigem ocasião especial nem grande cerimônia para serem apreciadas. Nota: 8.00

Charuto Bucanero's Special Selection No.52 Maduro (Toro)
Veja, o Bucanero's Special Selection 54 me lembra muito uma filosofia *new school* da gastronomia: sinceridade e preço justo. A queima foi regular, e a fumaça evoluiu de leve para cremosa ao longo da experiência. Os sabores são diretos e conscientes, trazendo couro, madeira tostada, um leve defumado que marca a fumada e uma pimenta sutil no retrogosto. No segundo terço, os sabores ficam menos intensos, mas conversam melhor entre si. Surge uma lembrança de amendoim torrado, daqueles servidos para acompanhar um churrasco, criando o momento mais interessante da experiência. Já no terço final, a complexidade desaparece. A pimenta passa a dominar a ponta da língua e o defumado assume o protagonismo, enquanto as demais notas se tornam difíceis de perceber. Uma observação importante: a nicotina é bastante presente. Por isso, considero este um charuto extremamente casual no sentido da complexidade. É uma excelente escolha para eventos sociais, churrascos, encontros com amigos ou qualquer ocasião em que se queira fumar algo além de um cigarro, mas sem a necessidade de atenção constante que alguns charutos exigem. Outro ponto positivo é que não deixa um aroma marcante no ambiente após a fumada e tampouco impregna a roupa de forma significativa. Por outro lado, a vitola Toro exige compromisso: é uma sessão longa e requer atenção. Dois ou três minutos sem fumar costumam ser suficientes para que o charuto apague. Nota 7. Um charuto honesto, de preço justo e sem pretensões. Ideal para quando se quer fumar, mas não necessariamente viver uma experiência de degustação. Nota: 7.50

Charuto Jamm Perfecto
O Jamm Perfecto merece facilmente uma nota 7. Para um charuto na faixa dos R$40, ele entrega exatamente aquilo que se espera de um excelente custo-benefício. A experiência está no mesmo nível de outros charutos da categoria: queima regular, construção consistente e um perfil de sabor suave, sem grandes surpresas ou mudanças marcantes ao longo da fumada. A bitola proporciona uma experiência bastante harmoniosa. A abertura é fácil e agradável, trazendo notas sutis de madeira, couro e especiarias leves, acompanhadas por nuances de cacau, cardamomo e nozes. No segundo terço, os sabores ganham um pouco mais de intensidade, embora sem apresentar grande complexidade ou evolução. Já no terço final, o charuto perde parte do equilíbrio, ficando mais quente do que o ideal — algo compreensível pelo tamanho reduzido da vitola. Ainda assim, é uma excelente escolha para quem está começando no universo dos charutos e deseja explorar o hobby sem investir muito, oferecendo uma experiência acessível, agradável e sem riscos. Nota: 7.00

Charuto Alec Bradley Magic Toast Robusto
Estou explorando todas as experiencia dos charutos Alec Bradley que tenho disponível, escolhi fazer essa "maratona" pelo interesse no project 40. Eu estava muito ansioso para degustar este charuto, magic toast, mas com pouco de receio, sendo um dos poucos de capa maduro que provei ate agora. Me deparei com uma experiencia interessante, admito que o tabaco da Nicarágua nao é muito do meu agrado, os sabores picantes ainda nao fazem muito sentido no meu paladar de fumaça. Foi uma experiência equilibrada, queima regular, sem problemas estruturais, fluxo bom, mais para o restrito. O 1/3 Ditou a experiência, pimenta daquela que fica na ponta da língua, sabores amadeirados aue preenchem o palato. Fui infeliz ao escolher um whisky para acompanhar, um rum ou até uma cachaça teriam feito mais sentido, visto que o sabor é mais intenso, e pouco umami. O restante da fumada, foi regular. Os sabores se suavizaram no segundo terço, mas voltaram com tudo no 3/3, entre o primeiro e segundo terço, ele trouxe uma lembrança de café e um cacao adocicado, mas que logo foi superado pelas picancia. Atendeu minhas expectativas, tal qual um filme que começa intenso, desenvolve na metade e termina tão forte quanto o começo Nota: 7.00

Charuto Grand Amazonia Toro Ajubá
Antes de tudo, preciso admitir que tenho uma opinião naturalmente enviesada quando o assunto são charutos brasileiros. Gosto de acompanhar e incentivar as produções nacionais, especialmente quando conseguem apresentar propostas autênticas e diferentes. Pela faixa de preço, é uma escolha fácil. Construção excelente, fluxo solto, fumaça abundante e daquelas que preenchem completamente a boca sem esforço. O que mais me chamou atenção foi encontrar certa picância em um tabaco nacional. Não uma pimenta agressiva ou dominante, mas um calor que lembra gengibre fresco, acompanhado por uma sensação levemente oleosa que, por algum motivo, me remeteu ao dendê. São associações incomuns, mas que tornaram a experiência interessante. Apesar das qualidades, fiquei com a sensação de que faltou algo. Talvez mais intensidade, talvez uma evolução mais marcante entre os terços. O charuto entrega muito bem sua proposta, mas me deixou esperando um pouco mais. Ainda assim, continua sendo uma excelente opção e uma demonstração de que os tabacos brasileiros têm muito a oferecer para quem está disposto a explorá-los. O Ajuba foge do estereótipo do tabaco brasileiro adocicado e terroso, apostando em um perfil mais condimentado e surpreendente Nota: 7.00

Charuto Alec Bradley Double Broadleaf Toro
Estava interessado em explorar as experiências proporcionadas por capas Broadleaf, e o Alec Bradley Double Broadleaf foi meu primeiro contato mais dedicado com essa proposta. A queima foi regular, a construção competente e a fumaça começou fina, tornando-se mais cremosa ao longo da fumada. Desde o primeiro terço encontrei uma nota que ditou toda a experiência: a pimenta. Em diferentes intensidades, mas sempre presente, ela ocupou o meio do palato e avançou até a ponta da língua. Ao seu redor surgiram notas suaves de torra, madeira e um aroma marcante de couro, acompanhadas por uma sensação de tabaco escuro e tostado. Foi uma experiência que reforçou algo que já havia percebido em outros exemplares da marca: uma certa afinidade da Alec Bradley com perfis mais condimentados. Infelizmente, ainda não encontrei prazer nesse tipo de picância, o que certamente influenciou minha percepção da fumada. A construção foi boa, embora o fluxo tenha se mostrado mais restrito do que eu costumo apreciar. Nota 7. Reconheço suas qualidades e entendo a proposta, mas não foi uma experiência que conversou com meu paladar. Nota: 7.00

Charuto Dannemann Montesco Mata Fina
Vitola perfeita. Construção perfeita. Apresentação perfeita. Sabor… indiferente. Quero dar mais uma chance ao Dannemann Mata Fina Montesco, mas com tantas opções disponíveis no mercado, ele está longe de voltar para minha rotação habitual. A experiência técnica é extremamente competente. Queima uniforme, fumaça fria e densa, além de uma construção visual impecável. Ainda assim, o fluxo se mostrou um pouco inconsistente durante a sessão, algo que acabou impactando a experiência como um todo. A fumada também é bastante longa — quase 100 minutos — o que, para o meu gosto, acabou tornando o ritmo um pouco arrastado. O perfil aromático é suave, trazendo notas herbais, chás e tabaco fresco, sempre de maneira equilibrada e refinada. O problema é justamente esse: tudo funciona, mas nada se destaca. Gosto quando um charuto entrega algo memorável — uma nuance inesperada, uma nota diferente, uma lembrança específica ou até aquela referência sensorial que permanece depois da sessão. Aqui, senti falta disso. Estava harmonizando com um whisky que normalmente eleva qualquer fumada, mas mesmo assim a experiência permaneceu apenas… correta. Não é um charuto ruim. Muito pelo contrário. É um produto tecnicamente impecável, bem construído e agradável do início ao fim. Porém, dentro da faixa de preço, existem experiências mais interessantes, marcantes e envolventes. Nota: 6.00




     
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